ENCICLOPÆDIA

BIOGRÁFICA DE

ARQUITETAS e ARQUITETOS

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"EBAD" - DESDE 2015 - by Silvio Durante
SÉRGIO FERRO PEREIRA
♦  25 DE JULHO DE 1938, CURITIBA (BRASIL)
† 

PERFIL BIOGRÁFICO:

 

Sérgio Ferro Pereira é um pintor, desenhista, arquiteto e professor brasileiro radicado na França há mais de 3 décadas. Pertence à Escola Paulista Brutalista.

 

Ferro se formou em arquitetura e urbanismo em 1962 na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), tendo sido logo depois convidado pelo professor João Batista Vilanova Artigas a integrar o quadro docente da instituição, como assistente de ensino na cadeira de História da Arte.

 

A partir daquele ano até 1970 foi também professor de composição plástica, história da arte e estética em várias escolas e faculdades de arte e arquitetura em Santos, São Paulo e Brasília. Durante este período, juntamente com outros arquitetos, constituiu o grupo denominado Arquitetura Nova, o qual foi responsável pela elaboração de uma crítica, segundo a perspectiva do marxismo sobre a teoria da "Mais-valia", à produção arquitetônica instituída no Brasil de uma forma geral e estabelecendo-se especificamente como um contraponto teórico à obra e a escola do antigo mentor do grupo, o professor Vilanova Artigas.

 

Durante o regime militar, Sérgio Ferro, assim como seus companheiros da Arquitetura Nova, estabeleceu relações com o Partido Comunista do Brasil, que defendia a luta armada e a guerrilha contra o regime ditatorial, como caminhos para a efetivação de uma revolução socialista no país. Juntou-se à Aliança Libertadora Nacional, de Carlos Marighella.

 

Em 20 de março de 1968, juntamente com Rodrigo Lefèvre e o economista Diógenes José Carvalho Oliveira, colocou uma bomba-relógio no estacionamento situado no sub-solo do Conjunto Nacional, em São Paulo, visando atingir a biblioteca do USIS (antigo United States Information Service, atual U.S. Information Agency-USAID) e o consulado dos Estados Unidos, no térreo do edifício.

 

Devido à sua militância política e a perseguição do regime militar Ferro foi afastado da Universidade de São Paulo e exilou-se na França, estabelecendo-se em Grenoble. Impossibilitado de exercer a profissão de arquiteto naquele país, dedicou-se à atividade artística e ao magistério, em cursos de artes e arquitetura.

 

Entre 1972 e 1989 lecionou na Universidade de Grenoble, na França. Nesse período, realizou afrescos na Villeneuve (1975), na École Buttes (1981) e na École Joseph Vallier (1983). Sua pintura se caracteriza por imagens inacabadas, nítidas citações a Michelangelo e a Leonardo, misturadas a esboços, colagens, textos manuscritos. Ainda realiza murais para várias instituições na França e no Brasil, como o Memorial da América Latina, em 1990, e o Memorial de Curitiba, em 1996 e em 2002.

 

Sergio Ferro

OBRAS SELECIONADAS:

 

Seu livro mais conhecido é "O Canteiro e o Desenho"

Suas obras, destacamos:

 

> (1) Casa do Historiador Boris Fausto, 1961 São Paulo

 

> (2) Casa Issler, 1961, São Paulo

Casa Boris Fausto
Casa Boris Fausto

> (1) Casa do Historiador Boris Fausto, 1961 São Paulo

Casa Issler
Casa Issler

> (2) Casa Issler, 1961, São Paulo

Referencias:

 

- ARANTES, Pedro F. O retorno de Sérgio Ferro. Arquitetura e Urbanismo. Disponivel em http://au.pini.com.br/arquitetura-urbanismo/115/o-retorno-de-sergio-ferro-23575-1.aspx. Acesso em 12 de julho de 2015

 

- LIMA, Daniela Colin. Entrevista com Sergio Ferro. Nº 027.01. 2006. Disponivel em http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/entrevista/07.027/3301?page=1. Acesso em 12 de julho de 2015.

 

- ITAU CULTURAL. Enciclopédia. Sérgio Ferro. Disponivel em http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa9336/sergio-ferro. Acesso em 12 de julho de 2015.

 

Como citar este documento:

Enciclopædia Biográfica de Arquitetos Digital

Autor(es) do verbete:: DURANTE, Silvio
Título: Sérgio Ferro

Documento nº: F02
Disponível na Internet via: 
Última atualização: 12/07/2015

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